Eu gostei muito dessa história, mas tenho que admitir que, desde alguns capítulos antes de eles voltarem para Hogwarts para o quinto ano, ela perdeu um pouco do meu interesse…
Tipo, eu acho que Draco está lidando com mensagens muito ambíguas. Por exemplo, Remo foi muito grosseiro quando perguntou sobre o nome Orion — ele literalmente presumiu que Harry e Draco não se importavam com Sirius ao escolhê-lo, quando era, also literalmente, uma homenagem a ele. Então ela ficou chateada e pediu que ele saísse do único lugar no mundo onde ela se sente segura, só por um tempo, e todos reagiram tipo, “nós te amamos, mas esta é a casa do Sirius”. Depois tivemos a viagem deles para Hogwarts e todo mundo agindo tipo, “ah, você não pode levar o Orion para punir o Harry”; vamos lá, foi só uma noite, e no fim das contas ele queria ser “um adolescente normal” — ele deveria experimentar ser o adolescente que tanto queria ser. Aí Sirius e Molly foram conversar com Draco com aquele discurso de “nós te amamos como você é, marido do Harry e mãe do Orion” ou “nós te amamos por quem você é”, que pareceu mais uma reflexão tardia para amenizar as coisas.
Houve também a conversa de reconciliação quando Harry chegou à escola, onde ele usou a carta "ele é meu herdeiro" — fui só eu, ou aquilo pareceu uma repetição do que aconteceu com Lúcio? E para piorar tudo, Remo literalmente bloqueou o acesso à lareira na casa de Sirius, e eu entendo que ele esteja de luto — isso não é uma crítica ao que ele fez, mas ao fato de que em nenhum momento Sirius o lembrou: "você não pode me expulsar da minha própria casa".
Enfim, comecei achando que a parceria e o relacionamento de Harry e Draco eram ótimos, mas com momentos como os que mencionei, começo a sentir que, sempre que surge uma crise, o lado de Draco nunca é levado em consideração — o lado de alguém que, se decidir que não quer mais ficar com Harry, não tem nada nem ninguém ao seu lado, porque não tem família, dinheiro nem nada. E, como uma Sonserina, duvido que não tenha passado pela cabeça dela que, apesar das lindas palavras de amor e apoio, ela é constantemente lembrada de que não tem nada ("você não pode expulsar Remo da minha casa/da casa de Sirius") e ninguém que seja fundamentalmente dela ("você é a esposa de Harry e a mãe de Orion, nós te amamos"). E momentos como as declarações de amor de Harry e ele dizendo "o que é meu é seu" não mudam o fato de que isso parece questionável quando as ações apontam na direção oposta.